Tubarão
A Sociedade Brasileira de Dermatologia adverte que a exposição inadequada ao sol pode trazer inúmeros prejuízos à pele. E é responsável por um tipo de câncer que tem alta incidência no país: o câncer de pele.
Este ano, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) previu o surgimento de 182 mil novos casos de câncer de pele não-melanoma, o mais frequente no país.
Conforme o dermatologista Luís Gustavo Sponchiado de Ávila, da Clínica Pró-Vida, em Tubarão, o câncer da pele é caracterizado como o crescimento anormal e descontrolado das células da pele. Estas se dispõem e formam camadas e, dependendo da camada afetada, vão se desenvolver diferentes tipos de câncer.
Os mais comuns são os carcinomas. O mais perigoso é o melanoma. Este tem alto potencial de produzir metástase – multiplicação e proliferação das células cancerosas para outros lugares do corpo. Pode levar à morte se não houver diagnóstico e tratamento precoce. É mais incidente em pessoas de pele clara e sensível. Normalmente, inicia-se com uma pinta escura.
Como a incidência dos raios solares ultravioletas está cada vez mais agressiva, as pessoas de todos os fototipos devem estar atentas e se protegerem quando expostas ao sol. “Os grupos de maior risco são os chamados fototipos 1 e 2. Indivíduos de pele clara, sardas, cabelos claros ou ruivos e olhos claros. Além destes, os que possuem histórico familiar de câncer de pele, queimaduras solares, incapacidade para bronzear e pintas. Também deve ser evitada a exposição solar entre 10 e 16 horas”, destaca o dermatologista.
No estado, a prevalência do câncer de pele não-melanoma é de 210 para cada 100 mil homens e 99 para cada 100 mulheres.

